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Informática - 1º Bimestre (semana 7)

O software na elaboração de texto técnico-científico


Apresenta os elementos típicos de um texto técnico-científico, como relatórios, monografias e artigos. Introduz os recursos presentes em editores de documentos para a elaboração de um texto técnico-científico, bem como os recursos de gerenciadores de referências bibliográficas. Apresenta também o software LaTeX para a construção de documentos técnico-científicos complexos.

Uma das principais características de um texto técnico é a utilização de linguagem de especialidade, isto é, a linguagem utilizada numa dada área que engloba tanto a terminologia como as formas de expressão específicas da área em questão. A linguagem de especialidade não se limita apenas à terminologia; ela inclui termos funcionais (que descrevem operações ou processos), e propriedades sintácticas e gramaticais; adere a convenções próprias, tais como evitar a voz passiva (na maior parte dos textos técnicos) e o uso de terminologia consistente.

Texto científico/texto técnico: A distinção entre os dois tipos de texto em apreço não é fácil. São ambos tipos de texto em que prevalece a função referencial, ou informativa. Mas em que momento e a partir de que elementos podemos distinguir um texto técnico de um científico? Provavelmente temos de nos centrar um pouco na “cientificidade”, ou especialização, de um texto. Por exemplo, um artigo sobre uma nova cura para determinada doença que sai numa revista de grande tiragem é um texto científico? É, certamente, um texto de divulgação científica. Mas não é nem um texto técnico, nem um texto científico. E se esse artigo estiver incluído num manual para estudantes de medicina ou de enfermagem? Antes de mais, terá a mesma linguagem? Estou certa de que não! Será um texto científico? Ou será um texto científico e, simultaneamente, técnico? Tem certamente muito de científico, mas deverá ter algo de técnico, com elementos que permitam ao aprendiz de médico ou de enfermeiro reconhecer a forma como a nova cura a(c)tua e evolui… E, já agora, se o artigo for apresentado numa conferência internacional dedicada à inovação no âmbito da medicina? Neste contexto, escrito por especialistas para especialistas, estaremos, certamente, perante o texto científico mais puro. A questão coloca-se se ainda será, ou se também será, um texto técnico. Do exposto poderá concluir-se que, mesmo tratando de áreas muito específicas do saber, nem todos os textos têm um cariz científico ou especializado, e essa especialização vai-se afunilando à medida que o destinatário se torna, também ele, mais especializado. Será que o percurso do texto técnico é semelhante? Será que é apenas um texto dito utilitário? Quando compramos um aparelho novo, as instruções que o acompanham são um texto técnico? Correspondem, sem dúvida, a um texto para o grande público, mas não me parece que, contrariamente ao que acontece com o texto científico com as características referidas acima, se possa dizer que se trata de um texto de divulgação. Mas não haverá textos de divulgação sobre aquele aparelho? E o estudante que está a aprender a fazê-lo, ou o técnico que o pode arranjar, tem acesso a que tipo de textos? E o engenheiro que concebe e transforma os aparelhos, a que tipo de textos tem acesso, que tipo de textos produz? Voltando ao texto científico apresentado numa conferência internacional, que considerámos o mais científico dos textos que abordam uma área da ciência, não será também um texto técnico, dado que aborda, potencialmente, técnicas de cura? Em síntese, parece-me muito difícil distinguir, assim, “en passant”, texto técnico de texto científico. Creio mesmo que essa abordagem pode ser falaciosa. Há, porém, características que permitem identificá-los e isolá-los de outros tipos de textos: São ambos textos informativos; São ambos escritos por especialistas; Assumem ambos estilos e linguagens distintas consoante o público a que se destinam, sendo mais herméticos se o público-alvo é também especialista da área. 

Mendeley:
O Mendeley é um software gratuito que auxilia na organização de nossas pesquisas, é um gerenciador de referências bibliográficas e também uma rede social acadêmica. Dentre seus truques ele gera automaticamente as referências bibliográficas, permite que você acesse on-line seus artigos em qualquer lugar e te indica artigos relevantes com base nos que você anda lendo.





LaTeX: 
É um conjunto de macros para o programa de diagramação de textos TeX, utilizado amplamente na produção de textos matemáticos e científicos, devido a sua alta qualidade tipográfica.1 Entretanto, também é utilizado para produção de cartas pessoais, artigos e livros sobre assuntos diversos.

O sistema LaTeX fornece ao usuário um conjunto de comandos de alto nível, facilitando dessa forma sua utilização por iniciantes. Possui abstrações para lidar com bibliografias, citações, formatos de páginas, referência cruzada e tudo mais que não seja relacionado ao conteúdo do documento em si.

O LaTeX foi desenvolvido na década de 80, por Leslie Lamport, estando atualmente na versão denominada LaTeX 2e.
Uma nova versão do LaTeX, chamada LaTeX3 , tem sido objeto de pesquisa e desenvolvimento há mais de uma década, mas ainda não é recomendada para uso intensivo.





Recursos necessários para apresentações públicas


Apresenta recursos informacionais e tecnológicos necessários para o planejamento da apresentação pública, os recursos necessários para a apresentação pública, e os recursos que podem ser utilizados após a apresentação pública.

Que são apresentações públicas?
São situações nas quais você precisa expor um conteúdo informacional, um processo, um produto, um serviço.

Recursos a serem empregados durante o planejamento da apresentação pública:

-Informações sobre o evento:
  • Programas
  • Palestrantes
  • Tema
  • Duração
  • Perfil do apresentador
  • Objetivo do convite
  • Público-alvo
  • Recursos

-Informações sobre o tema:

  • Recursos bibliográficos
  • Recursos visuais
  • Exemplos
  • Questões

-Materiais:
  • Computador
  • Softwares
  • Microfone
  • Câmera
  • Internet
  • Passador de slides

-Software para elaboração da apresentação: 
  • para gravação de voz
  • para gravação de vídeo 
  • para edição de imagens e outros...

-Preparação do conteúdo da apresentação: 
  • delimitação do escopo 
  • definição da forma de organização 
  • criação dos slides.

-Definição do estilo da apresentação
  • Cores
  • Recursos sonoros
  • Efeitos especiais

-Preparação do discurso:
  • Definição da fala
  • Treino da apresentação
  • Cronometragem

-Tempo para o planejamento.



Recursos a serem empregados durante a apresentação pública


  • Software
  • Computador
  • Projetor
  • Internet
  • Microfone
  • Sistema de som
  • Iluminação
  • Apontador, passador
  • Adaptadores

  • Agradecer
  • Ter fichas das frases chave
  • Ter questões para o público
  • Agradecer
  • Coletar o feedback
  • Compartilhar


Informática - 1º Bimestre (semana 6)

Recursos informacionais disponíveis na Web para fins tecnológicos


Apresenta recursos informacionais disponíveis na Web que podem ser necessários para fins tecnológicos e de inovação.
Inovação é o desenvolvimento de um processo ou de um produto novo, ou o aperfeiçoamento de um processo ou produto já existente. Na Web existem várias plataformas nas quais pode-de encontrar especialistas, no Brasil existe a plataforma Lattes, onde é possível encontrar curriculum de especialistas, pesquisadores, profissionais que tenham doutorado, mestres, graduandos, sejam brasileiros ou estrangeiros que tenham se registrado na plataforma.
Também existem grupos de pesquisas especializados, que estudam determinadas tecnologias ou temáticas


É possível também verificar nos sites das Universidades como USP, Unicamp, quais pesquisas estão em andamento. Nos processos de inovações tecnológicas é importante saber o que as melhores Universidades do mundo estão desenvolvendo nas temáticas que se querem inovar, é possível encontrar um ranking com as melhores em desenvolvimento, temática ou qualidade.
É possível também encontrar na Web associações profissionais, como por exemplo a ABEPRO, onde é possível localizar eventos da área, cursos e também sobre o que a área está estudando, pesquisando na área do conhecimento.



É importante conhecer também fabricantes, fornecedores e concorrentes, para saber o que está sendo estudado, desenvolvido, recursos disponíveis e possíveis dificuldades.

Em relação aos consumidores é muito importante saber o que está sendo falado, sugerido, pontos negativos, desejos por meio das redes sociais, sites específicos, etc.

Também é importante consultar artigos científicos, teses e dissertações onde são ricas fontes de informações de inovações tecnológicas

Outra fonte importante de informação são as patentes, no Brasil pode-se verificar o que está sendo desenvolvido, estudado no site do INPI e a nível internacional é possível verificar através do site da OMPI.

Normas técnicas apresentam um consenso atual sobre o que pessoas, pesquisadores ou até países pensam e recomendam de um determinado produto ou processo. No Brasil existe o portal ABNT, é o órgão responsável pela normalização técnica no país fornecendo a base necessária ao desenvolvimento tecnológico brasileiro.
A ABNT é a representante oficial no Brasil das seguintes entidades internacionais: ISO (International Organization for Standardization), IEC (International Eletrotechnical Comission); e das entidades de normalização regional COPANT (Comissão Panamericana de Normas Técnicas) e a AMN (Associação Mercosul de Normalização).

 ABNT

Congressos, feiras e exposições, encontram-se as últimas novidades, informações de inovações no setor e o que está sendo estudado para o futuro. Também é importante consultar fontes de dados para fins tecnológicos e inovações tecnológicas.



O software na estruturação do texto técnico-científico


Apresenta estruturas de textos técnico-científicos e apresenta como criar estruturas de textos técnico-científicos por meio do software para a produção e a edição de texto.

Tipos de textos técnico científico:


-Resumo expandido: ele pode ser visto como um artigo em potencial, um tipo de texto que se tornaria um “full paper” caso seu tema ou condições de pesquisa pudessem ser generalizados para gerar um conhecimento mais universal, por exemplo. Trata-se de um texto curto e que pode transmitir as principais ideias ou resultados de um trabalho realizado, sendo adotado quando tal trabalho segue condições bem particulares ou gera resultados parciais. Não há regras fixas estabelecidas para a estruturação desse tipo de texto, mas alguns eventos de publicação podem exigir tópicos semelhantes àqueles que o artigo completo possui, por exemplo: título, autores, palavras chaves, materiais e métodos, resultados e discussões, agradecimentos, bibliografia etc. 


Essas estruturas dependem exclusivamente da necessidade do pesquisador ou das normas divulgadas pelos organizadores do evento, ou mesmo do veículo publicação. Ao finalizar o resumo, o pesquisador deverá utilizar e verificar o atendimento de todas as regras comumente divulgadas pelos organizadores de eventos(congressos, por exemplo) no qual se quer divulgar o trabalho. Dentre algumas regras comuns nesse tipo de evento podemos citar, por exemplo, verbo na voz ativa, não enumerar tópicos, não utilizar parágrafos frasais, evitar gerúndio, evitar abreviações etc.


Excluindo-se o caso do resumo estendido, um resumo não é apenas um texto mais sintético, mas sim um “convite” ao restante do artigo e, em geral, deve ser bastante atrativo e também rico em conteúdo. Para criar um resumo desse tipo, o escritor deve conhecer bem a estrutura lógica do texto e deve saber escrever apenas o essencial.



-Trabalho de conclusão de curso, dissertação e tese: Apesar das diversas classificações atribuídas aos textos científicos, o primeiro paradigma a ser quebrado é a diferença entre eles. “As diferenças que encontramos entre esses textos não são diferenças reais” (Volpato p.293). Então, qual a razão de diferenciar um do outro? A razão disso, algumas vezes equivocada, encontra-se na finalidade com que a redação é produzida ou com o grau de aprofundamento com que o texto lida com o tema, excetuando-se o TCC, podemos dizer que Teses, Artigos e Dissertações têm características muito semelhantes. As redações científicas podem ser classificadas em Dissertação ou Tese em razão de alguns parâmetros como, por exemplo, a extensão do texto. 

Basta analisar, por exemplo, o curso de doutorado. Devido à sua maior duração, é esperado que a pesquisa contenha mais informações, maior rigidez em sua metodologia e, portanto, seja classificado como Tese. Porém, ao buscar por uma diferenciação em tais textos (como ocorre, por exemplo, com Poemas e Contos) podemos notar que não passam de variações de dissertações. 

Dissertar é expor um raciocínio e, através de argumentos ou dados experimentais, comprovar ao leitor que esse raciocínio é válido. Ao analisar a definição de Monografia, Tese, Artigo Científico, podemos notar que eles defendem alguma hipótese ou descrição de algo e possuem como objetivo a validação dos argumentos, por meio de diversos experimentos ou observações, logo, são dissertativos. Em outros casos, a diferença vai além da extensão do texto e do tipo do tema (com maior ou menor grau de profundidade), conta, também, o grau de novidade na pesquisa. 

Para o TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) podemos ter um grau de liberdade maior, pois a ele podemos aplicar diversas estruturas e “tipos textuais” (tese, monografia, relatório de estágios, projetos experimentais etc.). Nos manuais de instrução sobre como fazer um TCC, encontramos a base da dissertação para todos os tipos, diferenciados em algumas estruturas que serão omitidas ou não. Por exemplo, se o TCC for do tipo monografia, algumas partes como Dedicatória podem aparecer, o que não é comum em Artigos, pois são mais sintéticos. 


Relatório técnico: Um relatório técnico é a exposição escrita dos factos observados mediante pesquisas ou experiências quanto à questão visada, com explicações detalhadas que comprovam aquilo que é exposto.
Trata-se de uma exposição de dados ou factos dirigidos a alguém, relativamente a uma questão ou um assunto, ou ao que convém fazer dos mesmos (as recomendações). É, por outras palavras, um documento que descreve o estado de um problema científico. Costuma ser preparado e redigido a pedido de uma pessoa, de uma empresa ou de uma organização.

O relatório técnico deve incluir informação suficiente para que um receptor qualificado possa avaliar e propor modificações às respectivas conclusões ou recomendações.
A estrutura do relatório técnico é formada pela parte inicial, pelo corpo, pelos anexos e pela parte final.
A parte inicial deve incluir a capa (com o título do relatório, o autor e a data), a página de rosto, o resumo, o índice, o glossário (listas de tabelas, siglas, símbolos, abreviaturas e tecnicismos utilizados) e o prefácio (caso seja necessário).

O corpo do relatório apresenta a introdução (parte em que são apresentados o assunto e os objectivos do trabalho), o desenvolvimento (parte mais extensa, com imagens e tabelas), as conclusões ou recomendações, os agradecimentos e as listas de citações e referências.
Os anexos são opcionais e permitem juntar informação complementar ao relatório. Os dados que estes apresentam, em geral, podem ser omissos/menosprezados pelo leitor clássico, embora sejam valiosos para todo o entendido na matéria.
Relativamente à parte final, esta pode conter folhas de dados do documento, a lista de distribuição e disponibilidade e a contracapa.



Informática - 1º Bimestre (semana 5)

Aplicativos para Computação Numérica

Os riscos associados aos usos de planilhas para a realização de cálculos com grande volumes de dados e a apresentação de alternativas mais robustas: os aplicativos de computação numérica.

Planilhas: uma ferramenta de alto risco para análise de dados


Quando a planilha eletrônica foi introduzida no mundo dos negócios no final dos anos 70, início dos anos 80, o seu sucesso foi praticamente imediato. a praticidade, a versatilidade e a eficiência das planilhas se mostraram um forte atrativo, e, de forma questionável, ajudaram a consolidar a ampla utilização de computadores pessoais no cenário dos negócios.


Hoje as planilhas eletrônicas são onipresentes e têm motivos para isso. Elas se tornaram uma ferramenta indispensável para quem trabalha com cálculos e modelamento financeiros.

Um artigo na AccountingWEB.com, que cita uma pesquisa com executivos da área financeira, revelou que 92 por cento de todas as empresas públicas usam planilha nas principais atividades contábeis. As utilizações variam desde às entradas de contabilidade de receita à programação, alocação e redistribuição de receita. 

O artigo afirma que as planilhas são amplamente utilizadas porque várias tarefas essenciais na elaboração de relatórios e reconhecimento de receitas ainda não são totalmente automatizadas em sistemas financeiros e ERP.

Elas podem ser aplicadas a uma infinidade de áreas, entre elas, a preparação de orçamentos, inventários, modelamento financeiro e a entrada de dados de informações financeiras e relatórios.
Paradoxalmente, o que torna as planilhas tão atrativas está na raiz de suas falhas.

As organizações precisam equilibrar a facilidade de uso, a flexibilidade e o baixo custo na aquisição das planilhas, com as suas falhas de utilização em um contexto de nível corporativo.

Estas falhas podem ser classificadas em três áreas principais:
  • Falta de integridade de dados – os valores podem ser alterados deliberadamente ou acidentalmente
  • Tendência a erros – erros na entrada, lógica, interfaces de dados e utilização
  • Não está em sintonia com os sistemas de TI padrão para aplicações essenciais – documentação, testes e controle de versão.

Está claro que as falhas das planilhas podem levar a um questionamento da qualidade dos dados produzidos. Dados com qualidade inferior resultam em relatórios imprecisos e processos decisórios equivocados. Portanto, a confiança nas planilhas para aplicações financeiramente relevantes resulta em um nível inaceitável em termos de riscos comerciais e normas reguladoras.
Os dados importados ou copiados para uma planilha podem ser modificados, alterados ou convertidos inadvertidamente. Estes riscos são basicamente acidentais por natureza, apesar de inúmeros casos existirem por conta de fraudes instauradas devido à manipulação maliciosa das planilhas.

Em tempos de muita pressão para resultados eficientes, manter a integridade das informações é algo hoje indispensável para qualquer processo.



Alternativas às planilhas para a realização de computações numéricas


Dentre as inúmeras opções de aplicativos, alguns softwares são comerciais e outros são softwares livres, dentre eles podemos citar: MatLab, GNU Octave, FreeMat, Scilab, etc. Como exemplo e aprendizagem será utilizado o Scilab, que é um software livre.

Scilab: é um ambiente voltado para o desenvolvimento de software para resolução de problemas numéricos. O Scilab foi criado em 1990 por um grupo de  pesquisadores do INRIA  – Institut de Recherche en Informatique et en Automatique e do ENPC - Ècole Nationale des Ponts et Chaussées. Desde 1994, quando passou a ser disponível na Internet, Scilab é gratuito, free software, e distribuído com o código fonte, open source software. Além da distribuição com o código fonte, existem, também, distribuições pré-compiladas do Scilab para vários sistemas operacionais. As principais características desse ambiente de programação numérica extremamente flexível são:

  • Ambiente poderoso para geração de gráficos bi e tridimensionais, inclusive com animações;
  • Manipulações com matrizes são facilitadas por diversas funções implementadas nos toolboxes;
  • Permite trabalhar com polinômios, funções de transferência, sistemas lineares e grafos;
  • Define funções facilmente;
  • Permite acesso a rotinas escritas em FORTRAN e C;
  • Pode ser acessado por programas de computação simbólica, como o MuPad;
  • Permite o desenvolvimento de toolboxes. 
Além dos toolboxes desenvolvidos pelo grupo Scilab, estão disponíveis outras complementares, igualmente gratuitas, como o ANN (Artificial Neural Network ), o FISLAB ( Fuzzy Logic Inference ) e o FRACLAB ( Fractal, Multifractal and Wavelet  Analisys ). Algumas funções do Scilab estão alocadas em toolboxes bem – definidas, dadas as suas especificidades. Temos como exemplo:

  • Funções de Álgebra Linear: bibliotecas LINPACK, EISPACK, LAPACK e BLAS;
  • Funções para solução de Equações Diferenciais:  bibliotecas ODEPACK e SLATEC;
  • Funções de Otimização: biblioteca MINPACK

Aplicativos para computação simbólica


Um sistema de computação algébrica e simbólica  CAS (Computer Algebra System) é um software com a capacidade de manipular em forma simbólica expressões matemáticas e realizar cálculos numéricos. O principal objetivo de um CAS consiste em realizar em forma automática a manipulação ou remanejamento algébrico de equações o qual pode ser uma tarefa difícil e tediosa quando feita manualmente. A diferença entre um CAS e uma calculadora pode ser entendida destacando a major qualidade do CAS: o tratamento simbólico de expressões matemáticas. A especificidade e a capacidade destes sistemas varia significativamente quando são utilizados  diferentes softwares, embora o principal propósito seja o mesmo: a manipulação simbólica. Estes softwares disponibilizam, em geral, outras ferramentas computacionais como geração de gráficos, programação, etc. Entre dos softwares mais populares merecem ser mencionados: Maxima, Maple, Mathematica, Matlab e MathCAD. Os CAS podem ser utilizados para simplificar funções racionais, fatorar polinômios, achar soluções de equações, integrar e diferenciar em forma simbólica.
Podemos destacar a grande capacidade de realizar cálculos extensos e tediosos com o seguinte exemplo: mostrar que a função

f = sin(n*z*sqrt(x^2+y^2+z^2)/sqrt(y^2+z^2))/sqrt(x^2+y^2+z^2)

é solução da seguinte equação diferencial

diff(f,`$`(x,4))+diff(f,`$`(x,2),`$`(y,2))+diff(f,`$`(x,2),`$`(z,2))+n^2*(diff(f,`$`(x,2))+diff(f,`$`(y,2))) = 0


demanda um tempo de digitalização e execução em um PC, em termos relativos, praticamente insignificante.

Uma visão geral dos aplicativos que resolvem equações e realizam cálculos por meio de manipulação simbólica, com uma introdução ao aplicativo livre Maxima.

Maxima: é um sistema de manipulação numérica e simbólica (implementado em LISP) . Ele é descendente do antigo Macsyma (criado no MIT), possuindo uma comunidade de usuários e desenvolvedores bem ativa e boa documentação em português. Permite uma integração com outras ferramentas como o Gnuplot para exibição de gráficos e é um excelente complemento para o Scilab. 

Informática - 1º Bimestre (semana 4)

Planilhas para Engenharia

Definição: é um tipo de software que utiliza tabelas para realização de cálculos ou apresentação de dados. Organiza valores em tabelas, onde é dividida em linhas e colunas e cada cruzamento entre essas linhas e colunas é chamada de célula.

Elementos básicos de uma planilha: Independente do software utilizado todos tem elementos em comum, como: barra de título, barra de ferramentas, área de edição, barra de status e assim por diante. Mas essa planilhas tem ferramentas específicas, em especial sua área de edição, onde a tabela é dividida entre linhas (numeradas em 1,2,3...) e colunas (identificadas por letras A, B, C...).

A inserção desses dados pode ser tanto numérico ou textuais e organizado dentro de cada célula.

Fórmula – conteúdo de uma célula que pode conter endereços de outras células, sinais aritméticos e funções.

Em síntese: a planilha eletrônica é um exemplo de um aplicativo de software que apoia a tabulação de dados e o cálculo com bases nesses valores tabulados.
-funções matemáticas, estatísticas, lógicas...
-recursos de formatação e produção de gráficos


Vários recursos para uso de planilhas são disponibilizados para aplicações em Engenharia e outras áreas.


Planilhas: tendências e projeções

Tipos de gráficos que podem ser produzidos em planilhas e dos mecanismos utilizados para analisar tendências e calcular projeções de valores a partir dos dados existentes.

Tipos de gráficos:

Nem todo gráfico é indicado para a informação que está em sua planilha e você deseja representar visualmente. Para não errar na hora da escolha, saiba qual é a função de cada categoria de gráfico.



Colunas – Desenha barras para comparar valores no decorrer de um período de tempo. Exemplo: as vendas de uma empresa nos últimos três anos.




Linhas – Exibe horizontalmente dados não cumulativos para demonstrar sua evolução ao longo do tempo. Exemplo: as exportações de um setor nos quatro trimestres de um ano.



Pizza – É indicado para a análise de porcentagens de um número total. Exemplo: qual foi a participação de cada linha de produto no faturamento total da empresa.



Barras – Tem a mesma função do gráfico de colunas, só que dispõe os dados na posição horizontal em vez da vertical.



Área – Salienta a tendência de valores ao preencher a porção do gráfico abaixo das linhas que conectam os vários pontos.


XY – Dispersão – É usado muito em estatísticas e trabalhos científicos para mostrar a relação entre duas variáveis quantitativas. 



Ação – É ideal para ilustrar a flutuação de ações – alta, baixa e fechamento. Também pode ser usado para exibir outros tipos de variações, como a temperatura ao longo de um período.



Superfície – Deve ser usado quando o objetivo é encontrar as melhores combinações entre dois conjuntos de dados. É útil quando tanto as categorias quanto as séries de dados são numéricas.



Rosca – Como nos gráficos de pizza, exibe a relação das partes com o todo. A diferença é que pode conter mais de uma série de dados.



Bolhas – São semelhantes aos gráficos de dispersão, mas comparam três conjuntos de dados em vez de dois, e esses dados são exibidos na forma de bolha. O terceiro valor da planilha determina o tamanho da bolha na representação gráfica. 



Radar – Compara os valores coletados de diversas séries de dados. As linhas conectam os valores da mesma série de dados.




Informática - 1º Bimestre (semana 3)

Software: Aplicativos

Definição:

Software Aplicativo (ou aplicativo ou ainda aplicação) é um programa de computador que tem por objetivo o desempenho de tarefas práticas, em geral ligadas ao processamento de dados, como o trabalho em escritório ou empresarial. A sua natureza é, portanto, diferente da de outros tipos de software, como sistemas operacionais e ferramentas a eles ligadas, jogos e outro softwares lúdicos, entre outros.



Neste tipo de software se enquadram todos aqueles programas que são utilizados na execução de tarefas específicas. Posso citar vários exemplos, mas os mais comuns são os processadores de texto, como o Word, que servem para trabalhar com os mais diversos tipos de textos, emitir etiquetas, e fazer formulários(geralmente com a extenção .doc), as planilhas eletrônicas como o Excel são poderosas ferramentas de cálculos que facilitam tanto aquele trabalho de matemática, fazer gráficos com real representação dos dados e também os Browsers ou Navegadores, softwares usados para navegar na Web, dentre eles os mais conhecidos atualmente são: Windows Internet Explorer, Firefox, Google Chrome, Opera e Safári.

A Lógica dos Aplicativos

Como funcionam e o que há de comum entre os diferentes aplicativos de softwares. Todos eles são executados "em cima" do sistema operacional, mas cada qual designado para determinado objetivo, por exemplo: CorelDraw (imagens), Excel (planilhas), Audacity (audio) Movie Maker (vídeo). Mas todos esses aplicativos tem tarefas em comum, como comandos para abrir o arquivo específico, salvar, editar, etc bem como menus e barras de ferramentas, algumas específicas para determinados softwares, onde nas tarefas em comum dos aplicativos usa-se simbologia padrão, exemplo: salvar utiliza a simbologia de um disquete, barra de título, barra de status, janela para edição.


Informática - 1º Bimestre (semana 2)

Hardware

É o conjunto de circuitos eletrônicos que faz com que os computadores funcionem, ou o hardware do computador é tudo aquilo que o compõe fisicamente. Constitui-se em hardware o próprio gabinete do computador e seus periféricos.

Componentes do computador:

  • Gabinete: Um gabinete de computador, também conhecido como case, caixa, chassis ou torre, é o compartimento que contém a maioria dos componentes de um computador (normalmente, excluindo o monitor, teclado e mouse).
  • Fonte: A fonte de alimentação é o dispositivo responsável por fornecer energia elétrica aos componentes de um computador. A fonte de alimentação é uma das peças mais importantes do seu sistema de computador. Ela converte a energia elétrica proveniente de sua tomada que é 110 ou 220 volts em corrente contínua (DC) : - 5 volts , 5 volts, 12 volts e -12 volts. Existem dois tipos principais de fontes de alimentação de computadores: AT e ATX.
  • Placa Mãe: Na placa-mãe, todos os componentes que formam o computador são unidos e ligados entre si. Pode-se entender a placa como uma central que resolve problemas de espaço, uma vez que une todas as partes do sistema numa só, rede de fios, porque dispõe de caminhos que permitem a troca de informação entre processadores, memórias, placas e etc. Além de permitir o tráfego de informação, a placa também alimenta alguns periféricos com a energia elétrica que recebe da fonte do gabinete. Todas essas funções tornam o nome “mãe” algo bem lógico: sem ela, o computador é apenas um amontoado de chips e placas independentes.
  • Microprocessador ou CPU: CPU é sigla inglesa de Central Processing Unit, que, em Português, significa “Unidade Central de Processamento”. Também conhecido como processador, a CPU corresponde ao cérebro do computador, onde é feita a maior parte dos cálculos. É o elemento de maior importância em equipamentos eletrônicos. É responsável pelo processamento de todos os tipos de dados e pela apresentação do resultado do processamento. Inicialmente, a CPU era composta por vários componentes separados, mas evoluiu para um único circuito integrado que recebeu o nome de microprocessador. O microprocessador é um dispositivo programável de entrada e saída de dados, que processa os dados digitais de entrada e, associando as instruções armazenadas em sua memória, fornece como saída os dados resultantes do processamento.
  • Memória: O conceito básico da memória é onde os dados são carregados e processados. A memória de um computador não está realmente concentrada num local, os dispositivos de armazenamento estão espalhados por toda a máquina.
    • Memória RAM: É usado para designar uma memória de acesso aleatório, é uma memória com facilidade de acesso a todos os endereços, no qual o tempo de acesso é constante. Os dados podem ser lidos, escritos e apagados pelo processador. Quando o computador é ligado, é "carregada" na memória RAM as informações (programas e drivers) que são necessários ao seu funcionamento. Quanto maior a memória RAM, mais informações poderá ser guardada. 
    • Memória ROM: Representa uma memória apenas de leitura. As memórias ROM armazena instruções básicas sobre o hardware do computador, fazem as rotinas de teste de dispositivos de hardware e de todas as instruções necessárias para que o processador reconheça e interaja com os dispositivos de entrada e saída. As informações são gravadas pelo fabricantes uma única vez e não podem ser alteradas ou apagadas, ou seja, só pode ser acessadas.
    • Memória Cache: É uma memória de alto desempenho localizada dentro do processador e que serve para aumentar a velocidade no acesso aos dados e instruções armazenados na memória RAM.
    • Memória Secundária: A Memória Secundária ou Memória de Massa é usada para gravar grande quantidade de dados, que não são perdidos com o encerramento do computador, por um período longo de tempo. Exemplos de memórias de secundarias: HD, pendrive, cd, dvd, etc.
  • Periféricos: Unidades de entrada/saída de dados: teclado, mouse, monitor, impressora, caixa de som, etc
  • Chipset: é um componente fundamental para o funcionamento do PC. O nome se refere a um conjunto de circuitos integrados que são responsáveis por fazer com que todos os componentes do computador, desde o disco rígido até o processador, possam trocar informações e assim realizar as tarefas que exigimos deles.
  • BIOS: é a abreviação de "Basic Input / Output System", sistema básico de entrada e saída. O BIOS contém todo o software básico, necessário para inicializar a placa-mãe, checar os dispositivos instalados e carregar o sistema operacional, o que pode ser feito a partir do HD, CD-ROM, pendrive, ou qualquer outra mídia disponível. O BIOS inclui também o Setup, o software que permite configurar as diversas opções oferecidas pela placa. O processador é programado para procurar e executar o BIOS sempre que o micro é ligado, processando-o da mesma forma que outro software qualquer.

Software

É uma sequência de instruções escritas para serem interpretadas por um computador com o objetivo de executar tarefas específicas. Também pode ser definido como os programas que comandam o funcionamento de um computador.

Os softwares podem ser classificados em três tipos:
  • Software de Sistema: é o conjunto de informações processadas pelo sistema interno de um computador que permite a interação entre usuário e os periféricos do computador através de uma interface gráfica. Engloba o sistema operativo e os controladores de dispositivos (memória, impressora, teclado e outros).
  • Software de Programação: é o conjunto de ferramentas que permitem ao programador desenvolver sistemas informáticos, geralmente usando linguagens de programação e um ambiente visual de desenvolvimento integrado.
  • Software de Aplicação: são programas de computadores que permitem ao usuário executar uma série de tarefas específicas em diversas áreas de atividade como arquitetura, contabilidade, educação, medicina e outras áreas comerciais. São ainda os videojogos, as base de dados, os sistemas de automação industrial, etc.

Existe também o conceito de software livre, que remete para um programa que dá liberdade ao utilizador, permitindo que ele o estude, modifique e compartilhe com outras pessoas. Para isso, é preciso que o utilizador possa aceder o código-fonte, para mudá-lo conforme as suas necessidades.

Informática - 1º Bimestre (semana 1)

A Evolução dos Computadores Digitais

Os computadores estão presentes em diferentes dispositivos e cada qual com sua determinada função ou funções por exemplo: dispositivos portáteis (notebooks, netbooks, smartphones, etc...); dispositivos embarcados (câmeras digitais, máquinas de cartões de bancos, caixas eletrônicos de bancos, instrumentos musicais e televisores, etc...); sistemas críticos (computadores dos aviões, equipamentos médicos, sistema de controle da NASA, controladores da usinas nucleares, etc...)



*Computador significado: tudo aquilo que faz cálculos, seja Homem ou Máquina - cômputos.



Na década de 40 pessoas eram contratadas, tornando-se profissão, pela necessidade de se realizar cálculos. Mas desde a antiguidade pessoas eram utilizadas para a computação de dados, criação de tabelas para determinadas tarefas do cotidiano; exemplo: tabela astronômica, tabela das marés, etc.

Eram utilizadas diversas ferramentas (calculadoras ou computadores mecânicos), umas delas era o Ábaco (instrumento que utilizava pedras), calculadora de Schickard(1623), Pascaline (1642), calculadora de Leibniz (1672-1694) e Arithmometre (1851).




A verdadeira evolução dos computadores digitais, deu-se devido a evolução da tecnologia empregada nestes dispositivos, passando dos componentes mecânicos, a outros componentes conforme sua evolução: relês eletro-mecânicos, válvulas eletrônicas, diodos, triodo, transistores.

Em 1957, foi lançado pela IBM o primeiro computador comercial, o IBM608, já devido a evolução de tecnologia empregando-se os transistores.

A verdadeira evolução real dos computadores, ocorreu com os transistores na década de 50, em meados da década de 60 com os circuitos integrados (CI), na década de 70 surgiram os primeiros microprocessadores, e nos dias atuais temos microprocessadores com bilhões de transistores.

E devido a essa evolução eles estão presentes em nosso dia-a-dia, tornando essencial em muitas tarefas e serviços.




Elementos da organização de computadores

Consideramos o computador como um sistema complexo, composto por módulos ou componentes integrados. Independente de seu formato ou utilização, todos eles precisam de dispositivo(s) de entrada de dados, processador, onde serão executados esses dados, memória, onde auxiliará o processador na execução desses dados e no final um dispositivo(s) para saída desses dados.

A representação numérica utilizada nos computadores para dados e instruções é denominada de sistema binário: composto pela combinação dos números 0 e 1. Cada dígito binário é chamado de bit.



Processador:
O componente responsável por este processamento é a CPU(sigla em inglês) o que quer dizer: Unidade de Processamento Central, onde será executada todas as instruções programáveis. Nos dias atuais, esses processadores recebem dados em 32 ou 64 bits, ou seja é o tamanho da palavra que estes processadores podem receber. A velocidade com que esses dados é processada é um pulso do relógio que é medida em Hertz(Hz), hoje os processadores atuais processam dados na casa do Gigahertz(GHz), podendo o processador ainda ter vários núcleos de processamento ou core.

Memória:
Responsável por enviar e receber os dados executados pelo processador, onde a sua velocidade é fundamental para a otimização do sistema, os atuais processadores possuem uma pequena memória interna, chamada de memória cache. Essa memória principal, chamadas de memória RAM (memória de acesso randômico), tem seu tempo de acesso em (nanossegundos-ns) e sua capacidade em abaixo (MB-Megabytes ou GB-Gigabytes).

A memória RAM porém é volátil, ou seja, mantém os dados enquanto tiver sendo alimentada por energia. Para se armazenar dados sem perdê-los, devemos utilizar as memórias não-voláteis ou memórias secundárias, como: discos magnéticos, discos de estado sólido(SSD).

Periféricos:
São componentes de entrada/saída de dados, conforme imagem apresentada: